Postado em 29/09/2010 às 17:09 por Juliana Jorge
Além de suas áreas de galerias e exposições, a Espaço Arte organiza leilões bimensais, faz avaliações, consignações, compra e venda de obras de arte.
Para todos que possuírem peças que queiram comercializar entrem em contato.
Postado em 29/09/2010 às 13:33 por Juliana Jorge
Recentemente, a Alameda Gabriel Monteiro da Silva passou a hospedar a Mizrahi Galeria. Localizada no número 1326, essa nova área reflete uma vertente voltada quase que exclusivamente aos trabalhos artísticos contemporâneos – diferente de sua principal unidade a Galeria Espaço Arte (no Shopping Pátio Higienópolis) que possui além de arte contemporânea, obras acadêmicas, figurativas, surrealistas, impressionistas, entre outras.
Após ter sido especialmente reformada para abrigar o que existe de mais contemporâneo nas artes, o ambiente moderno consolida a paixão pelas artes tanto para sua utilização como objetos de decoração, como para peças de coleção e investimento.
Dentre seu rico e atual acervo, a Mizrahi Galeria possui peças de artistas já consagrados no mercado de arte. Tais peças incluem quadros, esculturas e esculturas de parede (com os mais variados materiais/suportes), desenhos, gravuras e fotografias.

Silvio Oppenheim – Geométrico – Acrílica sobre tela – 120 x 150 cm – 2009

Yutaka Toyota – Espaço Contraste – Aço Inox e Madeira – 31 x 89 x 11 cm – 2009

François Morellet – Sem Título – Serigrafia – 60 x 60 cm
A galeria conta com uma equipe que auxiliará todos que a visitarem. Por esse motivo e pela paixão pela arte contemporânea visitem a Mizrahi Galeria virtualmente pelo site: www.mizarte.com.br ou pessoalmente na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1326 – Jardim na América (manobrista à disposição) tels. 2339-3506 / 3222-8695.
Visitem também a Espaço Arte pelo site: www.espacoarte.com.br ou no shopping Pátio Higienópolis – Avenida Higienópolis, 618 – piso Higienópolis – loja 342, tels. 3823-2828 / 3826-3957.
Postado em 13/09/2010 às 16:23 por Juliana Jorge
Existem muitos legados de família que passam por gerações de herdeiros. Objetos, terrenos, jóias, histórias e semelhanças genéticas são os bens mais comuns. A família Dutra possui em seu legado, uma linhagem de célebres artistas. O primeiro artista da família foi Tomás da Silva Dutra (s.d.-1835) apelidado de Tomás Ourives, pois era esse seu trabalho; apesar de ser considerado mais um ofício de artesão do que de artista, não há como negar que um ourives utilize criatividade e equilíbrio em suas peças. Seu filho Miguel Arcanjo Benício de Assunção Dutra (1812-1875) comumente conhecido como Miguelzinho Dutra foi, principalmente, pintor.
Miguelzinho retratou paisagens das cidades interioranas de São Paulo, como Itú, Piracicaba e Itatiba.

Miguelzinho Dutra – Itatiba – Aquarela sobre papel – c. de 1860 – Museu Republicano de Itú

Miguelzinho Dutra – Cego com criança – Aquarela sobre papel – 1845
A diversidade das obras de Miguelzinho é grande. Conhecido mais por suas pinturas, ele também produziu esculturas (em madeira) e desenhos; além de seu interesse por música e por poesia. Em seus trabalhos foram representadas paisagens, igrejas, plantações, rios, riachos e cachoeiras.
Miguelzinho passou sua virtude artística para o filho Miguel Ângelo Bonarroti Dutra cujas habilidades se destacaram na música (violino), decoração e um pouco à pintura. Por sua vez Miguel Ângelo teve um filho, Joaquim Miguel Dutra (1864-1930), que seguiu tanto os interesses do pai quanto do avô. Joaquim aventurou-se pela pintura, desenho, decoração, escultura e música.

Joaquim Miguel Dutra – Salto de Piracicaba – Óleo sobre tela – Déc. de 20 – Acervo do Banco Itaú (São Paulo, SP)

Joaquim Miguel Dutra – Fábrica de Piracicaba – Óleo sobre tela – 1903
Joaquim optou pelas paisagens de Piracicaba e representou em inúmeros trabalhos, os rios e riachos da cidade e seus arredores. Paisagem também muito representada por ele foram as usinas de açúcar. Devido a falta de dinheiro (gastos por levar uma vida boêmia), ele executou trabalhos de pintura de paredes e forração de casas. Seus trabalhos como decorador foram exercidos em igrejas e teatros.
Seus quatro filhos deram continuidade ao legado artístico da família. Alípio Dutra (1892-1964) foi pintor, João Dutra (1893-1983) foi pintor e professor, Antônio de Pádua Dutra (1905-1939) também foi pintor e Archimedes Dutra (1908-1983) foi pintor, escultor e professor.

Alípio Dutra – Touceiras de Bambu – Óleo sobre cartão – 1916 – Pinacoteca do Estado (São Paulo)

João Dutra – As Margens do Rio Piracicaba – Óleo sobre cartão – 1933

Antônio de Pádua Dutra – Paisagem – Óleo sobre papelão – 1927 – Acervo de Gilberto Dutra

Archimedes Dutra - Vale do rio Piracicaba – Óleo sobre tela
O segundo dos quatro irmãos, João Dutra, é pai do artista Gilberto Dutra (1927) cujas belíssimas obras dão continuidade no domínio das técnicas.

Gilberto Dutra – Reflexos Avenida São Luís – Óleo sobre tela – 2002
A família Dutra, deixou, deixa e deixará uma riquíssima herança artística, não somente para seus descendentes, mas para a história artística de nosso país. Como apreciadores das artes, nós agradecemos à família pelo legado deixado para a cultura brasileira.