LEILÃO – 31 de maio às 21h

Postado em 16/05/2011 às 15:02 por Juliana Jorge

Leilão Maio 2011. Participe...

A Galeria Espaço Arte organizará o segundo leilão de 2011, que está programado para o dia 31 de maio.

Renomados artistas farão parte de 140 lotes. Nomes como Di Cavalcanti, Leda Catunda, Sergio Ferro, Salvador Dali, Joan Miró, Aldemir Martins, Amilcar de Castro, Arcangelo Ianelli, Mario Zanini, Julio Le Parc, Kandinsky, Heitor dos Prazeres, Eduardo Sued, Milton Dacosta, Jeff Koons, Marcos Coelho Benjamim, Juarez Machado, Gonçalo Ivo, Gustavo Rosa, Vito Campanella, Manabu Mabe, Vik Muniz entre muitos outros.

O catálogo on-line e os lances iniciais prévios já estão disponíveis no site www.espacoarte.com.br.

O leilão será realizado no Espaço B’nai B’rith na rua Caçapava, 105 – Travessa da Alameda Casa Branca – Jardins (estacionamento no local com manobrista). A partir das 21 horas.

A exposição dos lotes será nos dias 26, 27, 28, 29 e 30 de maio no shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Piso Higienópolis. Horários: das 10h às 22h (domingo das 14h às 20h).

Esperamos a presença de todos (amigos colecionadores e amigos apreciadores).

Informações: galeria@espacoarte.com.br ou pelos telefones 11-3823-2828 / 3826-3957

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VIBRAÇÕES: O desenvolvimento da obra de Arcangelo Ianelli

Postado em 03/05/2011 às 15:18 por Juliana Jorge

Em 1922 o cenário artístico brasileiro estava passando por uma revolução com a Semana da Arte Moderna. No mesmo ano nascia o pintor, escultor e desenhista Arcangelo Ianelli artista que mais tarde se tornaria um dos maiores e mais importantes nomes da cultura brasileira.

Ianelli iniciou sua jornada artística ainda na infância. Primeiro aprendeu a desenvolver sua técnica autodidaticamente. Depois – após assumir aos pais que definitivamente não seria nem arquiteto, nem engenheiro, nem banqueiro – passou a frenquentar cursos de pintura e desenho.

Ainda adolescente Arcangelo ajudou seu pai nos desenhos de casas que ele, como construtor executava. Aos doze anos passou a trabalhar em um jornal japonês chamado Nippak-Shimbu, mas teve que sair pela intoxicação do chumbo presente nas máquinas de impressão.

Anos mais tarde abriu um escritório no edifício Martinelli onde fazia negociações com títulos de capitalização. Todo seu tempo livre era reservado para seus estudos de pintura.

Na década de 40 passou a frequentar aulas de perspectiva e  modelo vivo no Liceu de Artes e Ofícios e na Associação Paulista de Belas Artes onde recebeu orientações de grandes artistas como Waldemar da Costa, Maria Leontina, Lothar Charoux e Hermelindo Fiaminghi. A partir desse período, Ianelli passou a perceber que, para ele, a arte acadêmica seria apenas uma etapa inicial e que caberia a cada artista criar sua própria técnica e seus próprios frutos. Seus mestres e colegas sentiam o mesmo em relação aos seus próprios trabalhos assim sendo surgiu a necessidade de um grupo de estudo onde as grandes mentes artísticas e criativas pudessem crescer. Entre os grupos mais conhecidos ele ingressou no Grupo Guanabara trabalhando ao lado de Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka, Jorge Mori, Tikashi Fukushima, entre outros.

Em seu círculo de amizades sempre esteve rodeado por grandes mentes (críticos de arte, escritores, pintores, escultores, jornalistas, arquitetos) da cultura brasileira como Abraham Palatnik, Aldemir Martins, Sansom Flexor, João Mendes de Almeida, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake e muitos outros.

A partir dessas convivências o pensamento e o estilo das obras de Ianelli não parariam de se fortalecer.

Seja com os companheiros artistas ou com a família ele viajava constantemente para visitar museus, cidades e nesses ambientes estudar as alterações de luz e as formas de retratar o que via e sentia.

Assim como todos os artistas Ianelli teve diversas fases artísticas. Começou com a fase acadêmica onde seguiu as regras de luz/sombra, formas e normas e mostrou a todos que tinha talento para retratar o que é considerado clássico.

Leitura – Carvão sobre papel – 1945

Alcançou o figurativismo onde mesmo seguindo os ideais modernistas/impressionistas já “assinava” os traços com originalidade. Nessa fase, suas cores lembram as cores dos impressionistas europeus talvez por ter grande influência desses mestres. Suas obras figurativistas tiveram assumidamente duas etapas: a primeira tem esse aspecto soturno citado anteriormente; a segunda introduz sua influência pelo cubismo juntamente com as cores e os motivos brasileiros.

Casario – Óleo sobre tela – 1958

Paisagem Urbana – Óleo sobre tela – S.D.

Após registrar seu traço na pintura, Ianelli passou a perseguir sua identidade artística. Descobriu o início de seu caminho no cubismo. Primeiro com o cubismo figurativo depois com o cubismo abstrato. Percebeu o quanto poderia abstrair das formas e o quanto as cores expressavam o que intencionava representar.

“As regras e teorias plásticas convencionais dariam lugar à criação espontânea. Embora os artistas da geração passassem por uma formação semelhante, o melhor caminho para se chegar à maturidade variava de acordo com a identidade de uma experiência individual e uma visão de mundo apenas importante ao próprio criador.” (MARIANA IANELLI, Pág. 56)

Mastros e barcos – Óleo sobre tela – 1958

Natureza Morta – Óleo sobre tela – 1960

Durante esse percurso Arcangelo participou de diversas exposições (individuais e coletivas), ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais e inspirou muitos artistas brasileiros e estrangeiros.

Na década de 70 ele direcionou seu estilo para o geometrismo simples onde uma ou duas formas geométricas e a utilização de duas ou três cores formavam a obra. Partilharam desse estilo os artistas Alfredo Volpi, Hermelindo Fiaminghi, Ivan Serpa e Luis Sacilotto.

Geométrico – Óleo sobre tela – 1973

Apesar de sua linha de desenvolvimento artístico ser visivelmente perceptível o ponto inicial para a maestria de sua obra começa a ser evidente a partir do final da década de 70 onde Ianelli passou a utilizar – quase que exclusivamente – o retângulo e criar o efeito de aparência sobreposta com as cores.

Sem Título – Óleo sobre tela – 1978

Seu interesse cromático passou a ser o aliado para o alcance da pureza de sua última e mais significativa fase: as Vibrações.

Nessa etapa Ianelli, literalmente amplia seu campo de visão e o resultado desse aumento é semelhante ao zoom de uma câmera.

No abstracionismo absoluto de sua fase Vibrações, as cores são os elementos que basicamente predominam nas telas e embora aparentem simples são o resultado de uma vida de desenvolvimento e sensibilidade sem precendentes.

Sem Título – Óleo sobre tela – 2001

Certa vez Mário Zanini disse a seguinte frase em relação a fase figurativa de Ianelli: “Do nada não se cria nada. O quadro está dentro de nós e não deve se limitar a reproduzir lugares comuns. O céu, o mar e a praia existem aqui para motivar nossa sensibilidade.”

Angelo Simeone complementou o artista nessa outra frase: “Sejam vermelhas ou verdes, as maçãs desaparecerão do arranjo e restará sempre e apenas o quadro. Este sim necessita estar bem composto, equilibrado, pouco importa se alterando ou mantendo a ordem original das coisas, formas e cores. Compete ao artista extrair de um objeto suas vibrações.”

Seja na fase acadêmica, geométrica, abstrata ou cubista Arcangelo Ianelli deixou marcado no cenário cultural brasileiro os traços que desejava marcar, os sentidos que pretendia expressar e as vibrações que almejava captar.

Bibliografia:

IANELLI, Arcangelo. Ianelli. São Paulo: Ianelli: 2004.

Sites Relacionados:

WIKIPEDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Arcangelo_Ianelli. Acesso em 05/12/2010.

ENCICLOPÉDIA VIRTUAL ITAÚ CULTURAL. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=561&cd_item=1&cd_idioma=28555. Acesso em 05/12/2010.

PITORESCO. Disponível em: http://www.pitoresco.com.br/brasil/ianelli/ianelli.htm. Acesso em 05/12/2010.

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Exposição Cores Nomes

Postado em 29/11/2010 às 18:50 por Juliana Jorge

Compareçam na exposição Cores Nomes na Mizrahi Galeria.

Sete artistas renomados e atuantes no mercado de arte irão expor seus trabalhos. Entre eles: José Roberto AGUILAR, Luiz AQUILA, Maciej Antoni BABINSKI, Antônio Hélio CABRAL, Ivald GRANATO, Antonio PETICOV e Claudio TOZZI.

Cores Nomes

Vernissage: 30 de novembro de 2010 às 19h (com a presença dos artistas).

Exposição: 1⁰ a 15 de dezembro de 2010 das 10h às 19h.

Mizrahi Galeria

Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1326.

Informações pelos telefones: (11) 2339.3506 e (11) 3222.8695.

Catálogo on-line no link: http://www.espacoarte.com.br/exposicoes

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